quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dêem o exemplo, parem os sermões

Trockadero
Mais do que tudo, os portugueses precisam de exemplo. Exemplo dos seus maiores e dos seus melhores. O exemplo dos seus heróis, mas também dos seus dirigentes. Dos afortunados, cujas responsabilidades deveriam ultrapassar os limites da sua fortuna. Dos sabedores, cuja primeira preocupação deveria ser a de divulgar o seu saber. Dos poderosos, que deveriam olhar mais para quem lhes deu o poder. Dos que têm mais responsabilidades, cujo "ethos" deveria ser o de servir.

Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil! Não vale a pena, para usar uma frase feita, dar "sinais de esperança" ou "mensagens de confiança". Quem assim age, tem apenas a fórmula e a retórica. Dê-se o exemplo de um poder firme, mas flexível, e a democracia melhorará. Dê-se o exemplo de honestidade e verdade, e a corrupção diminuirá. Dê-se o exemplo de tratamento humano e justo e a crispação reduzir-se-á. Dê-se o exemplo de trabalho, de poupança e de investimento e a economia sentirá os seus efeitos

António Barreto
LNT
[0.452/2009]

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o Público ≡ Discurso de António Barreto no 10/06/2009

5 comentários:

Anónimo disse...

O Salazar não diria melhor. Poupem-me!

LNT disse...

Quer ser mais específico, ou o facto de se apresentar como anónimo dá-lhe coragem para se ficar por estas frases idiotas?

fidalgo disse...

infelizmente eles "andem" por aí, cada vez mais,os idiotas, só que lamentavelmente "misturam-se", e diluem-se no "pantano" o tal de que Guterres não teve coragem nem forças para enfrentar. espero que realmente ouçam e reflitam com o António Barreto com quem muitas vezes estou de acordo, eu um cidadão vulgar mas atento.
Cumprimentos ao Barbeiro.

Jose Nunes disse...

Até concordo com algumas coisas que Barreto diz mesmo que sejam lugares comuns.O que não gosto é de sermões que ele critica mas que pratica.E não vale ofender os comentaristas com quem não se concorda.

A. A. Barroso disse...

É bom observar a fase não crispada de A.Barreto. Vi-o assim, cordato e agradável mensageiro da boa nova, nos tempos do regresso do exílio na Suiça. Passou depois por uma fase, longa, de grande crispação, em que dos seus escritos parecia se desprendiam labaredas. Que bom é vê-lo outra vez sereno, algo paternal, recuperando aquela cordialidade antiga, nos Açores, dando testemunho do que era viver em democracia a quem nunca a tinha vivido.