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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Mantê-los pobres

CãoEles detestam ter de pensar que, em vez de ser necessário cortar 600 milhões, é preferível conseguir mais 600 milhões. Detestam porque:

1º - Pensar é difícil;
2º - Reduzir as suas mordomias e as das suas clientelas para o conseguirem é impensável;
3º - Cortar é mais precioso ao entendimento da submissão do que conseguir.

Não se percebe o que está a escapar aos leitores.

Será que nunca mais entendem que um reformado com o dinheiro é uma ameaça para o desemprego que se quer alto para rechear a bolsa dos disponíveis baratos?

Sendo verdade que somos aquilo que comemos, a coligação só anda a comer porcaria.
LNT
[0.234/2015]

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

OMO lava mais branco

Papel higiénicoMuito se gosta, em Portugal, de justificar uma javardice com outra para ensaboar a primeira na tentativa de a branquear.

Por exemplo:

- Se falarmos na gatunagem que enriqueceu lambuzando-se nas gorduras e no lombo do BPN (sem esquecer que tão gatuno é o que rouba como o que fica à porta), surge logo alguém para falar da nacionalização e desviar as atenções dos bandidos e dos que se aproveitaram dos favores da bandidagem;
- Se falarmos de submarinos e da negociata que conseguiu ter corruptores engavetados na Alemanha sem que os corrompidos portugueses apareçam, surge logo alguém para falar das intenções anteriores e desviar as atenções de quem efectivou a compra.

Agora, com as pensões de sobrevivência, o truque é estampar a cara do adormecido Constâncio em tudo quanto é comunicação e rede social, para justificar que os sobrevivos não tenham aquilo que lhes é devido.

Nem sequer me vou dar ao trabalho de voltar a explicar que a pensão de sobrevivência é parte integrante do acordo estabelecido com a Segurança Social, que se banqueteia mensalmente com parte dos salários de quem trabalha, que não tem gerido devidamente os fundos que os trabalhadores (e as entidades patronais) entregam nas suas mãos. Também não vou perder tempo a explicar, uma vez mais, que aquele dinheiro não é do Estado embora tenha sido usado pelo Estado para tapar todos os buracos que apareceram.

Basta-me pedir que sejam mínima e intelectualmente honestos e que deixem de fazer de estúpidos todos os que não aceitam o branqueamento das golpadas que nos conduziram ao estado em que nos encontramos e que parem de tentar esconder o saque que não para de se fazer.
LNT
[0.375/2013]

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Palhaçadas

PalhaçoSabe duma coisa, Miguel Sousa Tavares. A tontaria com que ontem disse na SIC que (cito de cor) "já não bastava pagar as pensões aos vivos como ainda ter de pagar as pensões dos mortos" (em relação às pensões de sobrevivência) é tão válida como o vendedor do seu jipe agora lhe retirar o pneu sobresselente por ter passado a entender que o carro que lhe vendeu só precisa de quatro pneus para andar (embora o preço que pagou incluísse o pneu sobresselente).

A pensão de sobrevivência é a garantia de que os agregados familiares não perdem tudo com a morte de um dos seus elementos. É parte integrante, tal como o pneu sobresselente é da sua viatura, do contrato acordado com quem se abona impreterivelmente com parte do seu vencimento mensal.

Imagino o que não o ouviríamos dizer se uma companhia de seguros com quem tivesse feito um PPR não lhe pagasse o prémio acordado.
LNT
[0.364/2013]

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Versículos de uma epístola de Portas

Paulo PortasTudo nele é artificial. Ele próprio é artificial.

Não lhe chegando o saque dos vivos para saciar a voracidade que tem por aqueles de quem se arvora defensor, Paulo, democrata e cristão, olhou do topo da montanha para onde o guinaram e viu o precipício à frente dos pés.

Então, bafejado pelo odor da Besta que o contrapôs ao Bem em que se crismou, decretou que aos velhos não lhes basta morrer na miséria mas há que sacar também a quem a eles sobreviva.

Neste tempo de perfídia e de trevas, na impossibilidade de se quedar com a alma arrebatada precocemente aos velhotes a quem diminui cuidados de sobrevivência, esmifra-lhes o legado.

Amem. (até que alguém diga que assim não seja)
LNT
[0.358/2013]

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Ai aguenta, aguenta

Cavalo LeuvenMuitas vezes tenho concordado, ao longo da vida, com Silva Lopes e desta vez concordo também.

Concordo que não há outro remédio senão cortar parte das pensões dele e de outros que, como ele, transformaram uma retribuição justa do trabalho e das poupanças que fizeram ao longo da vida numa renda escandalosa de benefícios inaceitáveis por terem desempenhado funções que lhes atribuíram privilégios excepcionais.

Poderia mencionar centenas de nomes que estão nesse caso, bastaria referir todos os que desempenharam funções no Banco de Portugal e que, por tal facto, usufruem privilégios muito para além daqueles que a sua vida contributiva lhes permite, mas aí teria também de referir o pensionista Cavaco Silva e não me apetece esborratar este Post.

Isto tudo, que é muito pouco do que por aí anda, só para dizer que embora concorde com aquilo que o estimado grisalho diz em relação à sua (dele) pensão, acho lamentável que continue a confundir reformas com pensões, com aposentações e com aposentadorias.
LNT
[0.115/2013]

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Submarino ao fundo

Batalha Naval
Se este Governo fosse uma folha de cálculo era fácil demonstrar que também tinha as fórmulas erradas. Por alguma razão os americanos chamam sheet ou spreadsheet às folhas de cálculo electrónicas Excel (não confundir com shit embora a pronúncia seja a mesma e, para algumas teorias económicas, o sentido também).

Mas este governo não é uma folha de cálculo porque é uma grelha de batalha naval, senão vejamos:

Há uns dias Paulo Portas, um submarino no governo, disparou três tiros e conseguiu acertar um no porta-aviões. Sabe, quem já jogou, que os porta-aviões alvejados com um tiro ficam meio desasados mas só vão ao fundo se receberem cinco bojardas.

Já com os submarinos a coisa pia mais fino porque lhes basta um petardo para que naufraguem. Hoje, Passos Coelho fez isso e estoirou com as fronteiras que Portas dizia serem intransponíveis.

Ficamos na expectativa das consequências. Afinal tão aldrabão é o que diz que não cortará os subsídios e os corta, como o que declara fronteiras intransponíveis e as deixa violar enquanto assobia para o lado.
LNT
[0.106/2013]

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Já fizeram o soro?

MagritteDeve haver aqui qualquer coisa que me escapa. Das duas uma, ou já mandaram fazer o soro indolor para a injecção atrás da orelha a aplicar a todos os bancários com mais de setenta anos, ou este novo encargo de gerir mais uns milhares de pensionistas irá significar a tal hipoteca das gerações vindouras que Passos Coelho e Paulo Portas gritavam há meia dúzia de meses ser necessário estancar.

Claro que agora servirá para tapar os desvios colossais que não há meio de serem identificados (as coisas na Madeira continuam a dar brado) e ainda sobrarão uns milhões para os amigalhaços, mas o futuro, a hipoteca dos vindouros e o colapso parecem mais que evidentes.

Reconheço ser uma área que não domino e enquadro nas ciências ocultas do ramo da engenharia financeira, mas faz-me espécie saber que os montantes vão ser desviados dos fins a que se propunham e os encargos ficarão para quem for o último a fechar a porta antes de se apagar a luz.

Haverá alguma alma caridosa que queira explicar?
LNT
[0.565/2011]